sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Veneza: primeiro dia, última parte

Vocês não imaginam como estou amando fazer essas postagens segmentadas. Cada uma que termino já fico pensando na outra. Acho que é uma forma de prolongar essa viagem inesquecível. Vamos, então, para a terceira e última parte desse primeiro dia.

Depois de passearmos pelo Lido, pegamos o vaporetto de volta para a San Marco. A primeira intenção era ainda visitar outra ilha, mas como nossa experiência vaporetto não foi das melhores, concordamos em deixar San Giorgio, Murano, Burano e Torcello para uma próxima. Ainda era cedo para jantar, então fomos andar mais um pouco aos arredores da San Marco: uma caminhada mais do que agradável, afinal, estamos em Veneza. Tudo ao redor é convidativo e você só quer que dure para sempre. Momento propício para adquirir os famosos souvenirs para eternizar na estante os momentos ali vividos. São várias opções, desde ímãs de geladeira a camisetas. Na minha opinião, as miniaturas de gôndola são as mais significativas e não pude deixar de trazer uma pra mim.

Durante essa caminhada, tentávamos também encontrar duas igrejas que estavam no nosso roteiro: a de Santa Maria dei Miracolli e a Santa Maria dei Frari. A primeira, descobrimos que ficava do outro lado do Grand Canale, o que nos fez deixar também para uma próxima (definitivamente, teremos que voltar a Veneza). A segunda estava um pouco mais longe do que imaginávamos e só conseguimos encontrá-la no dia seguinte. Não, não passamos a noite procurando. Mas depois de pararmos na Igreja errada e começarmos a nos distanciar muito da San Marco, resolvemos deixá-la para o dia seguinte e retornamos para então termos o nosso jantar. Abaixo, algumas fotos dessa deliciosa caminhada.





Como comentei no post anterior, temos uma saga Hard Rock desde 2011. Quando descobrimos que Veneza possui um, decidimos ter nosso jantar de sábado lá, tomando o tradicional chopp e comendo nossa favorita Jumbo Combo. E o brownie de sobremesa, claro! Encontramos o Hard Rock e, infelizmente, foi nossa pior experiência com essa rede de restaurantes. Explico: pela primeira vez não pegamos fila para entrar. Bom, né? Era pra ser. Isso só aconteceu porque chegamos bem cedo. O espaço é pequeno e em pouco tempo lotou. Ótimo, tínhamos chegado mais cedo e já tínhamos a nossa mesa. Mas começamos a ser pressionados pelos garçons sobre nossos pedidos, se gostaríamos de mais alguma coisa ou se poderiam trazer a conta... enfim, uma situação um tanto quanto desagradável. NUNCA passamos por isso em Hard Rock nenhum, e já são 7 na nossa bagagem. Sabemos que a Europa tem esse padrão de "peça comida ou peça a conta", mas estávamos sem pressa, tomando nosso chopinho, comendo tranquilamente e consumindo! E digo mais: não fosse a pressão, teríamos consumido mais ainda.


Vocês devem estar me achando uma chata que não gostou de lugar nenhum para comer nesse primeiro dia. Mas juro, não é chatice. Tanto que as experiências do dia seguinte foram excelentes, mas contarei sobre elas no momento certo, ok? Fiquei triste de verdade com a experiência Hard Rock, pois não é do padrão Hard Rock, se é que me entendem. A única coisa boa que tiramos de lá foi a informação precisa de como retornarmos à estação. Como já era noite, não queríamos arriscar voltar a pé e acabarmos perdidos em alguma ruela veneziana. Embora estejamos na Europa, não dá pra arriscar, não é mesmo? Ainda porque conheço algumas histórias de quase assaltos em Veneza. Então nos rendemos mais uma vez ao vaporetto que levava à estação Venezia Santa Lucia. Para quem tiver interesse ao visitar Veneza, vale informar que o último passa por volta de 20h, 20h30. Depois disso, somente vaporettos noturnos, que demoram mais. Pelo menos foi essa a informação que recebemos no Hard Rock.

Como também não queríamos correr o risco de perder o último trem para Padova, nos apressamos para tomar o vaporetto das 20h e pouco. Ele leva mais ou menos uma hora até a estação, o que nos fez esperar cerca de 40 minutos para o nosso embarque. Mas foi uma viagem de vaporetto que valeu, pois já estávamos mega cansados de caminhar. E, por sorte, dessa vez conseguimos nos sentar. Ufa! Depois de tudo isso, só nos restou chegar ao hotel, tomar um belo banho e descansar para o dia seguinte, pois ainda tínhamos muitas belezas para conhecer na linda Veneza.

Esse foi o nosso primeiro dia na cidade mais romântica da Itália e espero que tenham gostado. Mas nossa aventura ainda não acabou. Volto já com nosso roteiro do segundo dia e ainda nosso passeio em Padova e a parada em Verona, na volta. Não deixem de acompanhar. Vou me despedir com uma foto noturna da Ponte dos Suspiros e outra que tiramos em frente à estação. Aguardo vocês nos próximos posts. Arrivederci, amigos, e voilà!



 

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Veneza: primeiro dia, segunda parte

Parei o primeiro dia na hora do almoço, certo? Bem, depois daquela vista maravilhosa do Campanário, descemos para comer alguma coisa e seguir para o passeio de gôndola. Tinha planejado a gôndola para o domingo, mas como a previsão era de chuva para o dia seguinte, resolvemos inverter, o que foi ótimo.

Mas vou voltar para o almoço - que não foi almoço. Há algum tempo recebi um e-mail que mostra os 10 mais belos cafés do mundo. Quando fomos para Buenos Aires, conhecemos um deles, o Café Tortoni, que recomendo pra todo mundo que for pra Buenos Aires. Nessa maravilhosa lista também está o Café Florian, em Veneza. Bem, desde nossa viagem em 2011 temos um costume: se a cidade tiver Hard Rock, uma das nossas refeições deve ser no Hard Rock. Propus então um novo hábito de viagem: se na cidade tiver um desses 10 cafés, vamos até ele também. Então lá fomos nós para o Florian, que fica bem ali, na Piazza San Marco, naquelas mesinhas lindas que se estendem das portas Procuratie Vecchie e Nuove.

Infelizmente, a visita não foi bem como eu esperava. O Florian é realmente histórico e tem lá a sua beleza. Afinal, ele existe desde 1720 e suas pinturas internas são dessa época: magníficas! No entanto, a estrutura me desapontou um pouco. As salas ficam separadas e o forte dele é do lado de fora. Não é como no Tortoni, que você se sente realmente em um café. O serviço do café foi outra grande decepção. Quem conhece o Tortoni sabe do que estou falando: lá é tudo maravilhoso e com um preço compatível aos demais estabelecimentos da cidade. No Florian, essa parte do preço não funciona bem assim. Tudo é três vezes mais caro. Como não tínhamos ainda noção dos demais preços venezianos e era o que tínhamos naquele momento, pedimos duas bebidas e uma pizza pra enganar a fome. Mini-pizza, que fique claro. Veio tudo lindo, em uma bandeja, uns petiscos extras, o maior glamour:


Mas pagamos 52 euros só por isso! Um roubo, fala sério! No dia seguinte, comemos em um restaurante super charmoso, pedimos duas pizzas bem maiores que essa daí, uma garrafa de vinho e uma água com gás e pagamos menos que isso. Portanto, minha recomendação sobre o Café Florian é: dê uma passada, conheça e tire fotos, mas vá comer em outro lugar. Outra coisa: esse famoso drink veneziano não me agradou muito... #ficaadica





Seguimos o passeio e fomos procurar as famosas gôndolas. Tinha lido no blog da querida Karla sobre as gôndolas piratas e, sinceramente, não queria passear em uma gôndola falsa. Sabia que não pagaríamos barato por esse passeio; mas para mim, ir a Veneza e não passear de gôndola seria o mesmo que não ter ido a Veneza. Então lá fomos nós procurar uma gôndola. Na primeira que paramos, o preço pedido foi de 100 euros! Meu Deus! A gôndola comporta 6 pessoas, mas não encontramos parceiros. Na parada seguinte, conseguimos um pequeno desconto e fizemos o tradicional passeio romântico por 80 euros. Só nós dois! E foi uma delícia! O gondoleiro era uma simpatia e nos contou várias histórias da cidade. Valeu a pena!






Passamos embaixo da Ponte dos Suspiros (primeira foto acima), como eu queria, e percorremos alguns dos pequenos canais. O passeio durou cerca de 40 minutos e o dia estava lindo. Foi tudo perfeito! Na saída, não pude deixar de tirar uma foto do Hotel Danieli, aquele do filme O Turista, com a Angelina Jolie e o Johnny Depp. De acordo com o nosso gondoleiro, a entrada lateral do Danieli (primeira foto logo abaixo) é exatamente aquilo que mostra no filme - que por sinal é ótimo, recomendo! Quem ainda não assistiu, vale a pena! Boa parte da história se passa em Veneza e é possível ver imagens lindas da cidade!




Bem, o post já está ficando gigante de novo, então vou para o último relato dessa segunda parte: o vaporetto. Como comentei, mudamos um pouco o roteiro devido à previsão de chuva para o dia seguinte. Tínhamos a intenção de ir até uma das ilhas que selecionei, o que deveria ser feito de Vaporetto - um ônbus-barco, na minha definição. Fomos para o Lido di Venezia, lugar que separa Veneza Santa Lucia do mar Adriático e que tem até uma praia. Um lugar simpático e agradável para passear: estava bem menos movimentado que Veneza e os preços são bem melhores. O problema é o tal do vaporetto. O negócio estava tão lotado, balança tanto e faz a viagem ser tão sofrida que desistimos de pegar outro para Murano ou Torcello. Nossa dose de vaporetto estava no limite. Andamos um pouco pelo Lido e voltamos para andarmos mais um pouco até a hora do jantar, que seria no Hard Rock para continuarmos aquela saga. Mas isso vou deixar para contar na parte 3. Fica de despedida (e claro, gostinho de quero mais) uma foto da praia veneziana e outra da vista do vaporetto (a única beleza desse meio de transporte). E voilà!



quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Veneza: primeiro dia, primeira parte

Bom, terminei o post anterior contando que chegamos a Padova por volta de meia-noite e comentei que foi lá que nos hospedamos. Veneza é uma cidade extremamente turística e, justamente por isso, tudo é caro. A começar pelos hotéis. Quando decidimos que iríamos mesmo passar nosso primeiro feriadão suíço lá, nossos primeiros passos foram reservar o carro e buscar por um hotel. Não faço questão de hotel 5 estrelas, mas sempre procuro por algo confortável que, ao fim do dia, me proporcione um bom banho e uma boa noite de sono. Tinha algumas dicas de hotéis para Veneza e, para minha surpresa, estavam todos esgotados. Os que ainda estavam disponíveis eram de um preço absurdo. Então partimos para o plano B: olhar cidades próximas não tão populares para passarmos a noite.

Sem saber, escolhemos a cidade de Pádua, Padova em italiano. Depois do hotel reservado, descobrimos que lá está a Basílica de Santo Antônio de Pádua. Sim, o Santo Antônio casamenteiro que conhecemos. Mas isso vou contar quando for falar de Padova, ok? Voltemos à Veneza.

Ainda durante as minhas pesquisas, soube que ir até Veneza de carro é mais complicado do que parece. Sim, é possível chegar até lá de carro, mas será necessário deixá-lo em um estacionamento - o único que existe na entrada da cidade - e pagar caro por isso também. Sabendo disso, achamos ainda mais fácil ficarmos hospedados em Padova. Assim, deixamos o carro no estacionamento do hotel e pegamos um trem para a estação Venezia Santa Lucia. A estação estava lotada, assim como tudo em Veneza nos dias que se seguiram. O trem leva cerca de 30 minutos e, embora rápido, não é dos mais limpos nem confortáveis. Ou talvez eu esteja muito acostumada com os trens suíços. A precisão com os horários também não é uma característica italiana. Por duas vezes nosso trem se atrasou e ainda bem que não precisávamos ser pontuais.

Ao chegar em Veneza, você tem duas opções: pegar um vaporeto para algum destino já selecionado ou caminhar até esse destino. Como estava um dia lindo e nossa intenção era conhecer mesmo a cidade, optamos por caminhar. Sendo assim, atravessamos a primeira ponte que fica à esquerda da estação e seguimos as placas para Rialto, nosso primeiro destino. 

Uma coisa muito comum e fácil de se fazer em Veneza é... errar caminhos. Bem, as ruas são labirínticas e muitas vezes você só tem saída para o lado oposto que o mapa indica, o que obrigada a dar uma volta danada. Com isso, para conseguirmos chegar até a Ponte Rialto, caminhamos bastante e passamos antes pelo Mercado Rialto. Não fosse o cheiro de peixe teria sido uma bela visita. Brincadeirinha! Foi no mínimo interessante observar todos os tipos de barracas, ouvir a música italiana dos grupos que tocam ali, a céu aberto. Naquele momento, me aproximei do Grande Canal e me senti, de fato, na Itália. Foi ali que percebi que havia chegado em Veneza e que realizava um sonho. A emoção foi inevitável! Lembrei-me do meu avô e, mais uma vez, desejei que ele estivesse ali comigo. Principalmente na Itália!



Continuamos nossa caminhada e chegamos finalmente no nosso destino: Ponte Rialto, uma imensa estrutura toda de pedras datada da metade do século XVI. Não preciso nem dizer o quanto a ponte estava lotada, preciso? Além dos turistas que ali circulam e param para as fotos com a bela vista do Grande Canal, dos dois lados da ponte há vendedores de artigos diversos: as famosas máscaras, artigos de cristal de Murano, chapéus, lenços, camisetas... enfim, tem de tudo. Não tem como pegar a Rialto vazia, mas eu briguei pelo meu cantinho para tirar a famosa foto com o Grand Canale ao fundo.



Saindo da Rialto, passamos a seguir as placas para San Marco. Afinal, é lá que estão todos os pontos principais e imperdíveis de Veneza. Mas o caminho foi sem pressa, com diversas paradas não somente para apreciar os canais como para espiar as barracas e aproveitar o saboroso gelatto - sorvete italiano D-E-L-I-C-I-O-S-O!

Outras paradas obrigatórias são as Igrejas. Parávamos em todas que víamos pela frente e não nos arrependemos. A Itália é berço das belas artes e faz jus a isso. Todas as igrejas são repletas de pinturas e esculturas belíssimas, de cair o queixo. Mas vou fazer uma postagem especial para as Igrejas depois, pois esse post já está ficando imenso. Então vou terminar contanto um pouquinho da nossa chegada à Piazza San Marco.

A Piazza San Marco era tudo o que eu esperava: linda, imponente e encantadora. É impossível escolher para que lado olhar! É o cartão-postal de Veneza: O Campanille - sino mais alto de Veneza, a Basílica de San Marco, a Torre Dell'Orologio e as numerosas mesas que se estendem das portas Procuratie Vecchie e Nuove! Uma imagem deslumbrante!






A hora do almoço se aproximava, mas como tínhamos tomado um super café da manhã no hotel, decidimos primeiro subir para visitar o Campanille e ter a famosa vista da cidade que parece surgir das águas. E sim, parece! Impossível descrever, vou deixar que as fotos mostrem essa maravilha.




Extasiados por esse cenário, descemos para comer alguma coisa e seguir para o passeio de gôndola. Mas isso vai ficar para a segunda parte desse primeiro dia. Estou adorando deixar esse gostinho de quero mais... portanto, arrivederci, mais uma vez, e voilà!

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Na estrada para Veneza

Hoje começo a saga de postagens com os relatos de nossa viagem para Veneza. Foram apenas 3 dias por lá, mas tenho muito a contar sobre essa minha primeira ida à Itália. Sempre sonhei com o dia de conhecer esse país e era por Veneza que eu queria começar. Então, como já disse na postagem Veneza, aí vamos nós!, minha alegria em realizar esse sonho foi imensa! Outra grande satisfação foi que, pela primeira vez, eu fiz o roteiro de uma viagem! Pesquisei em blogs, sites de viagem e o resultado foi bom, como vou mostrar aqui. Com alguns erros, mas quem nunca errou ao escolher algo para um roteiro de viagem que atire a primeira pedra!


Mas a primeira postagem vai ser somente sobre o trajeto, pois viajar de carro pela Europa merece uma postagem especial. Fizemos o mesmo processo de locação de carro (quem ainda não sabe como é, não deixe de ler a postagem Alugando Carro) e saímos de Vevey rumo à Itália na sexta-feira, 13/09, por volta das 18 horas. Dessa vez, viajamos em um Golf que era pra ser da mesma categoria do carro anterior, mas que veio com alguns upgrades  - e pelo mesmo preço! Bom pra nós!


Como já imaginava, a beleza do percurso compensa o cansaço de viajar de carro. São 5 horas - sem contar as erradas e perdidas - de uma paisagem perfeita! Já está escurecendo mais cedo, mas conseguimos percorrer umas duas horas do trajeto ainda com a luz do dia, como havíamos programado. Para sair da Suíça, é necessário subir uma serra que me lembrou a de Ubatuba que passa por Taubaté: as curvas fazem um U e é possível você ver cada trecho já percorrido e o que ainda está por vir. Dá um medinho, mas as montanhas ao redor e a emoção de chegar a quase dois mil metros de altitude é fascinante. O GPS do carro nos informava a altitude que estávamos (na foto, 1424, mas chega a 1988) e a mudança na temperatura externa (caiu de 18 para 7 graus). E foi incrível observar que algumas montanhas já acumulam geleiras no topo. "The winter is coming", tenho dito!







Os túneis são outras atrações do trajeto. A Suíça é mestre nesse tipo de obra e preserva mesmo as montanhas na hora de construir estradas. E tem de tudo: desde túneis pequenos que preservam trechos menores de vegetação - mas preservam - a túneis enormes, como o de 18 km que marca a divisa Suíça-Itália. Uma estrutura linda e impressionante! Em alguns trechos, a lateral do túnel é aberta e é possível contemplar a paisagem, inclusive uma barragem cinematográfica (infelizmente, impossível fotografar com o carro em movimento).




A qualidade das estradas também é admirável, mas paga-se caro por isso. Pagamos pedágios dos mais diversos valores, variando entre 10 e 30 francos/euros. Mas não tem nem como reclamar, já que a pista é impecável e os trechos em obra perfeitamente sinalizados - um deles tinha até um semáforo no meio da rodovia.

Os pedágios italianos é que são um pouquinho complicados. As cabines são todas automáticas e você paga por quilômetro rodado (me parece que esse sistema de km rodado está sendo implantado no Brasil, mais especificamente na Santos Dumont, não tenho certeza). Isso significa que, ao entrar na rodovia, você retira um ticket que marca o horário em que você passou por aquele trecho. Nas saídas da rodovia, há outros postos - também automáticos - onde você faz o pagamento para seguir viagem. Prático (para eles), mas um pouco complicado pra nós. Nem sempre a máquina colabora com a leitura do bilhete, não há ninguém por perto para ajudar e, por isso, tivemos alguns problemas na hora de pagar um dos pedágios na ida. Virou até piada depois, pois no desespero, começamos a businar para ver se aparecia alguém de um dos guichês. Felizmente veio um italiano calmo e simpático que nos informou que era possível pagar na volta, não havia com o que preocupar. Ufa! Achamos até que era ignorância nossa não conseguir pagar, considerando que no pedágio seguinte deu tudo certo. Foi um alívio ouvir de um italiano no hotel que até para eles esse sistema é complicado e às vezes dá errado.

Mas tirando o pedágio e as confusões (poucas) que o GPS fez com o trajeto, sobrevivemos e chegamos por volta de meia-noite em Pádova, onde havíamos reservado hotel. Explico: os hotéis em Veneza são MUITO mais caros e, durante minha pesquisa, vi que chegar até lá de carro não é tarefa fácil. Mas essa parte eu vou deixar para o post seguinte. Fica por enquanto o registro de nosso trajeto com algumas fotitas para ilustrar. Arrivederci e... voilà!





sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Minhas experiências culinárias

Queridos seguidores, me perdoem, mas o fechamento do roteiro para Veneza assim como a arrumação de mala não me permitiu postagem para ontem. Estou muito atarefada e animadíssima com a viagem, que é HOJE! Portanto, já deixo avisado também que só retornarei com postagens provavelmente na terça ou quarta. Vou tentar colocar alguma coisa direto de Veneza, mas não posso garantir, pois vou depender da internet do hotel e de tempo, claro! E quero aproveitar cada minuto naquela linda cidade dos meus sonhos!

Mas para não ficar tanto tempo sem deixar um "alô", vou contar hoje algumas das minhas experiências culinárias na Suíça. Tenho colocado algumas fotos no face e no instagram e o pessoal tá achando que me revelei na cozinha aqui. Não é bem isso. Meus pratos são fruto das facilidades e praticidades que o país e o tempo livre que tenho me oferecem. E claro, meu pequeno dom (hahaha). Então seguem algumas experiências que deram certo pra encher a boca d'água!

1) Uma das minhas primeiras experiências aqui foi um quibe assado que, modéstia à parte, ficou muito bom. Tô até precisando fazer de novo!
 

 2) A segunda que vou postar já era uma especialidade: risotto de palmito com camarão. Huuuummmmm!



3) Fazia tempo que queria tentar fazer um couscous marroquino. Fiz e foi sucesso! Adorei!



4) Saladinha caprese e batata ao molho branco pra acompanhar um franguinho assado. Delícia também! (esse foi dos primeiros, ainda estávamos no outro apartamento)


5) Compramos uma carne pra churrasco e a chuva não deixou que fôssemos fazer churrasco. Daí improvisei e fiz um filé acebolado a pizzaiolo (nem sei se é assim que escreve).



6) O almoço de espera do marido depois de ficar uma semana fora merecia ser especial. Então arrisquei fazer salmão (nunca tinha tentado). Claro que fiz durante a semana pra tentar e, como deu certo, fiz de novo no dia que ele chegou. Assei as batatinhas junto com o salmão, que já vem defumado. Ficou parecendo prato de restaurante! Chic demais! rsrsrs



7) E a minha última experiência culinária foi um pão recheado. Mas vou contar a verdade: fiz com massa de pizza pronta. Só isso! hehehe



Bem, com tantas experiências culinárias, o projeto geração saúde tinha que se intensificar mesmo, não é? Porque comer é bom demais e não abro mão de experimentar essas delícias! Agora, lá vou eu experimentar coisinhas gostosas em Veneza pra, quem sabe, tentar fazer depois. Volto só semana que vem, ok? Bom final de semana a todos e... voilà!




quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Eu vou de bike, e você?

Hoje vou continuar no tema geração saúde. Como já disse, o transporte público aqui na Suíça funciona super bem e ainda conta com variedades: trens, ônibus e barcos são opções fáceis aqui em Vevey. Ainda não andei de ônibus porque, dentro da cidade, frequento lugares que são próximos e fica fácil ir caminhando mesmo. Para as cidades vizinhas, já usei tanto o trem quanto o barco e super recomendo! Principalmente em dias bonitos e para quando se está a passeio, optar pelo barco é muito bom!

Vevey é uma cidade pequena e, acredito que por isso, não possui linhas de metrô. Mas aqui tem um outro veículo que ainda não comentei e que acho bem legal: a bicicleta! Pessoal ou alugada, a bicicleta é um meio de transporte muito comum por aqui. E por isso é também cara (se você quiser uma boa bike, claro!). Mesmo as mais simples são carinhas - pelo menos mais caras que no Brasil. Mas o mais interessante de se observar é como os ciclistas são respeitados aqui: há faixas exclusivas e nada de stress por parte dos carros com aqueles que fazem essa opção, seja por esporte, seja por preservação (sim, tem isso também: muitos suíços adotam a bike pelo fato de ela não poluir o meio ambiente). E esse mesmo respeito que se observa com os ciclistas é visto também com os pedestres. Quando você pensa em pisar na faixa, o carro já está reduzindo e parando para você atravessar. Aqueles (poucos) que não param, acenam como se estivessem pedindo desculpas. Uma educação que confesso ainda não estar acostumada. Infelizmente, as faixas de pedestres no Brasil ainda não têm esse poder sobre os motoristas, de um modo geral.


Bem, desde que cheguei aqui, passamos a considerar a possibilidade de adotar a bike como meio de transporte. Afinal, descartamos o carro e estamos vivendo bem sem ele. Então começamos a pesquisar sobre as bikes pensando na quantidade de passeios que poderíamos fazer em cima de duas rodas, principalmente enquanto o tempo ainda está bom.

Em frente à estação, há um posto de locação e fomos ver como funcionava: paga-se uma taxa anual para poder retirar as bikes quando e quantas vezes quiser (com a taxa paga ,você recebe um cartão magnético que permite retirar uma bicicleta). O Brasil começou com esse projeto de locação e eu torço pra que dê certo. Campinas mesmo já estava com 3 ou 4 postos e parece que estava indo bem. Aqui, embora a taxa seja justa, ficamos com medo das bicicletas não serem boas (elas parecem ser antigas, pra não dizer velhinhas) e mudamos o foco para comprar.


Como já disse, bikes aqui não são baratas. Mas achamos um "big deal" e já adquirimos nossa primeira vélo (bicicleta, em francês!). Foi uma semana para conseguirmos montar ( é mais difícil do que se pensa) e agora estamos à procura da segunda. Mesmo porque o verão está acabando e, se demorarmos muito, só vamos conseguir fazer nossos planejados passeios sobre duas rodas no ano que vem.

Mas já posso dizer em algumas situações: eu vou de bike, e você? Além de entrar na onda ecológica europeia (outros países europeus também adotam a bike pelo bem do planeta), aproveito para exercitar as pernocas e, de quebra, perder uns quilinhos! Era tudo o que eu precisava. Mais um hábito geração saúde possível na minha nova vida. Aguardem as novidades de quando começarmos a nos aventurar e... Voilà!