segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Roma na Páscoa - segundo dia*

O segundo dia em Roma não poderia ter sido melhor. Tivemos um roteiro bastante intenso, mas como estava tudo programado, foi perfeito! Como já mencionei antes, planejamento para conhecer Roma é tudo! E como parte do planejamento está a aquisição do RomaPass. Nas minhas pesquisas sobre Roma, descobri que super valia a pena comprá-lo. Trata-se de um bilhete que, a partir do momento da validação, lhe dá direito a transporte público por 2 dias. Além do transporte, o RomaPass pode ser usado para entrar em dois museus, desde que nesse período de dois dias. E a grande vantagem: com o RomaPass, você não pega filas - o que para lugares como o Coliseu faz toda a diferença. Mais informações, romapass.it/.

Começamos o dia então validando os nossos tickets do RomaPass e indo direto para o Coliseu. A fila era enorme, mas com o RomaPass, você entra em cinco minutos. Com a mesma entrada para o Coliseu, é possível visitar o Fórum Romano e o Palatino, construções que ficam ali próximas uma da outra. Isso ocupa mais ou menos metade do dia, mas é um passeio imperdível. O Coliseu dispensa comentários. Está em excelente estado de conservação e você se sente no período dos gladiadores fácil, fácil. É uma visita impressionante que pode ser cansativa. Como o chão ainda é todo de pedra, sapatos confortáveis são indispensáveis. E uma garrafinha d'água é sempre bem-vinda. Era abril, mas o sol de Roma estava bem quente, o que ajudou nas fotos!




Depois de andar por todo o Coliseu, seguimos para o Monte Palatino e Fórum Romano, passando pelo Arco de Constantino - que estava em obras e, portanto, não fica tão bem na foto. O Monte Palatino não é nada mais do que ruínas das casas dos Imperadores. Outro tour impressionante. É ali que o Papa Francisco tem realizado a Via-Sacra desde 2013. Como era Sexta-feira Santa, o Palatino fecharia mais cedo, pois aconteceria ali a Via-Sacra, mais uma vez. Infelizmente, não conseguimos voltar para presenciar esse lindo momento de fé, pois o cansaço falou mais alto. Mas soube que muita gente foi e não conseguiu entrar. Então valeu a pena esperar o domingo para pode ver o Papa - conto isso mais adiante, claro.

Arco de Constantino

Palatino visto do Coliseu

Ruínas - Palatino


A caminhada pelo Palatino também cansa e, com a Via-Sacra que viria logo mais, achar a saída foi um desafio. Quando saímos, já era hora de almoçar e, como avistamos um aglomerado de restaurantes super bonitinhos, fomos almoçar antes de seguirmos para o Fórum Trajano. A hora da refeição na Itália é sempre um momento especial. Então nos deliciamos com nossas pizzas, pegamos um gelatto e seguimos para o Fórum - tudo ali pertinho.


Das ruínas do Trajano, já é possível enxergar o monumento Vittorio Emanuele II e foi pra lá que seguimos. A grande e imponente construção é realmente muito bonita e, estando ali tão pertinho do Coliseu, é parada obrigatória. Em frente, a Piazza Venezia, de onde você consegue fotos incríveis do Monumento.




Do alto do Vittorio Emanuele, tem-se uma vista privilegiada da cidade de Roma, e principalmente das ruínas do Palatino, Fórum e também do Coliseu. A subida é de elevador e custa 7 euros. Infelizmente, o RomaPass aqui não "corta" a fila, mas a subida compensa pelas fotos que se pode tirar de lá do alto.




Dali, caminhamos para o Pantheon, parando em cada igreja que víamos pelo caminho, mas vou fazer um post especial para as igrejas de Roma. Desde que fomos a Veneza, temos o hábito de entrar em toda e qualquer igreja aberta quando estamos na Itália. São todas verdadeiros museus que abrigam lindíssimas obras de arte. Sem contar que aproveitamos sempre para rezar um pouquinho. Então vou dedicar um post exclusivo para essas igrejas mais adiante, ok? Bem, o Pantheon é um edifício da época greco-romana e data do ano de 27 a.C. Fica numa praça super animada e perfeita para mais um gelatto, claro! 


Caminhar por Roma já é um grande tour pela cidade. Saindo do Pantheon, passamos pelo Templo do Adriano e rumamos para a Piazza Navona, umas das mais famosas de Roma, o que não é por acaso. A Navona é simplesmente linda e um lugar super agradável. De todas as praças de Roma, a Navona foi, com certeza, a minha preferida.



O dia estava quase no fim, mas ainda tínhamos dois destinos programados: a Fontana de Trevi e o Quirinale - o palácio da república da Itália e atual residência oficial do Presidente do país. Primeira parada, Fontana de Trevi. Quase caí das pernas! A fonte é tão maravilhosa quanto os sites descrevem - e mais movimentada do que se pode imaginar. Estava lotada! Era quase impossível fotografar a fonte, mas a gente insiste e consegue sempre o nosso lugarzinho ao sol, né? Além do mais, reza a lenda que, quem joga uma moedinha na Fontana de Trevi, volta a Roma. Por que não arriscar, não é mesmo?





Seguimos caminhando para o Quirinale que, para falar a verdade, não tem nada demais. Dali, fomos até as quatro fontes - ou Quattro Fontane, o que também deixou um pouco a desejar. Imaginava uma grande fonte com quatro quedas d'água, mas na verdade são quatro fontes separadas, uma em cada esquina de uma determinada rua - que seguimos ao sair do Quirinale.



Depois de um dia cheio como esse, nossas pernas já estavam pedindo sossego. Então, pegamos rumo para o hotel e, claro, paramos para jantar. Afinal, merecíamos uma boa massa seguida de um vinho para repor as energias desse segundo dia em Roma. No dia seguinte, tínhamos visita agendada para o Museu do Vaticano, mas isso vai ficar para o próximo post. Arrivederci e... Voilà!

*Viagem realizada entre os dias 17 e 22 de abril de 2014.




sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Roma na Páscoa - primeiro dia*

Ciao, amigos! Eis que finalmente começamos nossa viagem pela Itália e o destino foi a linda e histórica cidade de Roma. Uma viagem que foi planejada e preparada por meses, considerando que foi meu presente de aniversário de casamento em novembro de 2013 - e eu não poderia ter recebido presente melhor! O marido sabe que a Itália é a minha paixão desde pequena. Acho que fruto da descendência por parte dos meus avós maternos. Em 2011, quando fizemos nosso primeiro tour pela Europa, infelizmente não conseguimos incluir a Itália devido ao tempo e às distâncias. Ano passado, realizei meu sonho de conhecer Veneza - viagem super compartilhada aqui no blog! E aí o marido resolveu surpreender: Roma e Cascia para a Páscoa! Melhor impossível!

Minha primeira dica para quem vai a Roma é: planejamento. Trata-se de uma cidade tão rica em história e cultura que, se você não planejar, não consegue ver nem a metade. E mesmo planejando, você sai de Roma com a sensação de que não viu tudo e o desejo de voltar. É simplesmente uma cidade surpreendente e encantadora em todos os aspectos. Tive a graça de voltar lá agora em junho com minha família e espero poder voltar mais. Simplesmente me apaixonei por Roma. Na verdade, acho que é uma química que tenho mesmo com a Itália. Não sei explicar, mas tenho a sensação de estar em casa: o clima, o calor do povo italiano, as construções, o sorvete (ah, os gelattos!), a culinária... tudo nesse país me fascina!

Bem, íamos para Roma em pleno feriado de Páscoa, então o planejamento contou muito, a começar pela reserva do hotel. Reservamos com uma certa antecedência e, como de costume, escolhemos uma região próxima aos transportes públicos. Achamos então um hotel pertinho da estação Termini, o que facilita muito as coisas. Do aeroporto até a Termini é mais ou menos 45 minutos de trem. Dali, caminhamos até o hotel para deixarmos as malas e já partimos para o primeiro passeio pelas redondezas. Era abril,  a primavera já começava a dar seus ares e o clima estava bem agradável. Chegamos no hotel por volta das 18 horas e, como já estava escurecendo mais tarde, ainda pudemos aproveitar o finalzinho do dia e início da noite. Pegamos um mapa no hotel e decidimos caminhar pelos pontos mais próximos. Primeira parada, Praça da República (Piazza dela Republica). Linda, imponente e encantadora! Mas não se deixe enganar pela faixa de pedestres: os carros não param e andar por ali se torna bastante arriscado.

Foto noturna tirada no caminho de volta para o hotel

Ainda na Praça da República, está a igreja de Santa Maria degli Angeli. Ao olhar a igreja do lado de fora, é impossível imaginar o que você vai encontrar lá dentro. Não pude conter minhas lágrimas quando entrei. Em Roma, as igrejas são lindíssimas, de um modo geral. Mas a Santa Maria degli Angeli me encantou de uma maneira muito especial...





Ah! E o teto dela (foto acima) foi projetado por ninguém menos que Michelangelo... E como era quinta-feira Santa, a celebração estava sendo preparada para logo mais. Saí dali com a alma revigorada e imensamente agradecida a Deus por essa oportunidade. E Ele me preparava mais uma surpresa. Caminhamos para a Basílica de Santa Maria Maggiore, passando pelo Teatro dell Opera - uma construção que não impressiona tanto, então vou deixar espaço para fotos da igreja. Ao entrar na Santa Maria Maggiore, a celebração do lava pés estava no fim e o padre passeava com Jesus Sacramentado. Deus e suas delicadezas para minha viagem ser ainda mais perfeita!




Santa Maria Maggiote - vista pela parte de trás do prédio



Depois de tanta beleza, só nos restava um jantar delicioso seguido de um belo vinho para então descansarmos para o dia seguinte. No caminho para o restaurante, uma parada pela Piazza Vittorio Emanuele II. Ali, encontra-se uma construção antiga em ruínas. Infelizmente, como já era noite, a foto não ficou tão boa, mas dá pra ter uma ideia...

No caminho de volta para o hotel, nos deparamos com uma ruazinha muito charmosa repleta de restaurantes e ali escolhemos um para termos nossa primeira refeição em Roma: gnocchi! Claro, acompanhado por um um bom vinho italiano...


Voltamos para o hotel com aquela sensação deliciosa de que o final de semana prolongado estava só começando. E nós já tínhamos visto tanta coisa... Aguardem, pois Roma ainda tem muito, mas muito mais! Arrivederci e... voilà!

*Viagem realizada entre os dias 17 e 22 de abril de 2014.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Les Bains

Salve, Salve! Quanto tempo, não é mesmo? Mas nem vou me prolongar com desculpas e justificativas sobre meu sumiço. Vamos direto ao que interessa: meus últimos passeios pela Suíça e pela Europa! Interrompi as postagens bem quando colocaria a última da série inverno - e a minha preferida! Vamos então a ela para depois passearmos pela Itália.

Bem, fizemos esse passeio em um domingo gelado de fevereiro - auge do inverno suíço. Trata-se de um Hotel SPA localizado nas montanhas - ou, como gostam de dizer por aqui, nos alpes. O Thermalp Les Bains fica na pequena cidade de Ovronnaz e proporciona momentos de puro relaxamento e encanto. E não, o post não é patrocinado!

É possível hospedar-se para temporadas ou simplesmente passar o dia, como fizemos. O lugar fica aberto o ano inteiro, mas durante o inverno, torna-se um delicioso atrativo. As piscinas naturalmente aquecidas ficam em meio às montanhas cobertas pela neve. A sensação é simplesmente maravilhosa! Você olha em volta e está tudo gelado, mas seu corpo está aquecido pela temperatura da água. Lindo e realmente relaxante! Em determinados pontos das piscinas, as jacuzzis soltam bolhas massageadoras a 36 graus enquanto você deita nas cadeiras submersas. Um luxo!





O problema é que a gente se esquece da vida e sai da água com os dedos até enrugados! rsrsrs
Mas esse foi, sem sombra de dúvidas, meu passeio preferido durante o inverno. Sem contar que estávamos na companhia de amigos pra lá de especiais! Foi um domingo simplesmente inesquecível!

Bem, para aqueles que quiserem maiores informações sobre o Thermalp, seguem alguns links:

Super recomendo! E assim termino os posts de inverno (finalmente!). E vamos para a Itália! Voilà!




quarta-feira, 16 de abril de 2014

Fribourg, Suisse

Uma opção que sempre é possível, seja no verão, seja no inverno, é viajar pela Suíça. As cidades são próximas e sempre tem alguma coisa pra conhecer. Acho até que temos explorado pouco as cidades ao redor e queremos aperfeiçoar isso ao longo do ano de 2014. Mas, em meio ao inverno desse ano, aproveitamos um domingo que não tínhamos nada programado para conhecer a cidade de Fribourg. Sempre via fotos no programa de previsão do tempo e achava a cidade muito bonitinha. E é verdade.

Fizemos esse passeio no dia 9 de fevereiro e ele nos proporcionou vários aprendizados. O primeiro foi sobre a previsão do tempo. Como fomos de última hora, demos uma olhada na previsão do tempo antes de sair de casa pra ver como estaria por lá - mais pra termos uma ideia do que esperar. Apareceu um símbolo que nunca tínhamos visto, mas lá fomos nós assim mesmo. Quando chegamos em Fribourg, descobrimos o que aquele símbolo queria dizer: sol, chuva, neve, vento e muuuuuuito frio! Tudo junto, misturado e ao mesmo tempo! Conclusão: não deu pra fazer muita coisa, pois o clima não deixou. Tiramos algumas fotos da Universidade de Fribourg e do centro da cidade, visitamos uma igreja e o resto do passeio se limitou a voltinhas de carro indicadas pelo GPS. O vento do lado de fora era cortante e ainda trazia a neve pra piorar.




Portal da Igreja de Saint Nicolas de Myre

Conseguimos também algumas fotos legais do alto da cidade, o que fez o passeio valer a pena. E aí vem outro aprendizado: planejamento! Saímos sem nos programar e não sabíamos nem o que conhecer em Fribourg. Acho até que teremos que voltar lá um dia. Pelo menos agora já sabemos interpretar a previsão do tempo...



Almoçamos em um restaurante bem suíço (devido ao atendimento), mas de comida italiana. Um risotto delicioso servido em um gigante queijo Gruyère. Pena que me esqueci de fotografar. Eu queria, na verdade, comida típica suíço-alemã, já que a cidade de Fribourg está em um cantão de cultura dupla: trata-se do cantão Fribourg (o nome é o mesmo), que tem tanto influência francesa quanto alemã. Mas esse restaurante ficou para uma próxima também.

Outra curiosidade: é por causa da cidade de Fribourg, na Suíça, que existe a cidade Nova Friburgo, no Rio de Janeiro. Foram imigrantes suíços que fundaram a cidade brasileira, colocando nela praticamente o mesmo nome para sempre se lembrarem de sua pátria.

Bem, Fribourg foi isso. Aprendizado para planejarmos mais os passeios pela Suíça e decifrar melhor a previsão do tempo. Mas em compensação, tivemos contato com uma paisagem linda das construções que a cidade abriga. No fim das contas, valeu a pena. O próximo post será o último da saga inverno suíço e trará o meu passeio preferido. Não percam! Na sequência, Roma... mia bella Itália! Afinal, é pra lá que eu vou pra passar o feriado de Páscoa! Então, até a próxima e... Voilà!

Paisagem de inverno: árvores secas.

E olha a chuva vindo lá...



terça-feira, 15 de abril de 2014

Tobogganing Park Leysin

Dando continuidade à série "Diversões no inverno suíço" (acabei de batizar! rsrs), vou contar hoje um passeio que fizemos no dia 26 de janeiro, programa perfeito para um domingo gelado! Estou falando do Tobogganing Park Leysin, um parque nevado!

Bem, quando digo que suíços inventam coisas pra passar o tempo no inverno, não estou de brincadeira. Imaginem um parque aquático com aqueles enormes toboáguas. Imaginaram? Agora, em vez de verão, coloquem o inverno. No lugar do sol, algumas nuvens e a neve. E em vez de um escorregador que cai na piscina, escorregadores de gelo onde você vai deslizar dentro de uma boia. Este é o Tobogganing Park, um parque de diversões de inverno. 

Leysin fica a mais ou menos uma hora e meia de carro daqui de Vevey. O lugar também abriga pistas de esqui, mas o forte mesmo é o Tobogganing Park. Por 20 francos, você tem duas horas de diversão em 9 pistas diferentes (quanto maior o número, maior o nível de adrenalina). Ao chegar, cada um recebe uma boia e as instruções para a brincadeira. Daí pra frente, é só alegria! Algumas pistas permitem que você desça em grupo, o que fica ainda mais divertido. Quanto mais boias juntas, maior a velocidade. Quando a descida começa, você pensa: "O que eu vim fazer aqui?" Mas ao terminar, como toda criança que gosta de brincadeira, você quer subir e fazer tudo de novo.

Existem pistas especiais para crianças e também pistas com limite minimo de altura e/ou idade, como todo parque de diversões que se preza. A pista máxima de adrenalina é a conhecida como AirBag. Ela só permite uma pessoa por descida e termina em uma grande cama de ar na qual a pessoa cai depois de uma descida tão inclinada e tão rápida que a descola da boia na maioria dos casos. Paga-se dois francos a mais por essa descida, que só é permitida com o uso de um capacete. Não encarei essa aventura, mas o marido e nossos amigos foram e garantiram que é muito bom. Quem sabe na próxima vez, né?



Pra fechar a programação com chave de ouro, degustar um vinho acompanhado pelo típico fondue suíço no restaurante do lugar é uma pedida certeira. Simplemente maravilhoso! Com amigos especiais, fica mais gostoso ainda...

Esse post não é patrocinado, mas super recomendo uma visita ao Leysing, que agora só será possível no próximo inverno. Mas é um passeio extremamente divertido que vale a pena ser feito. Para quem quiser saber mais e conhecer melhor o parque, segue o site: http://www.leysin.ch/en/tobogganing_park (o site tem diversas fotos, inclusive do famoso AirBag).

No próximo post, mais passatempos especiais de inverno. Voilà!

Caminho para Leysing (foto tirada da janela do carro).