quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Eu vou de bike, e você?

Hoje vou continuar no tema geração saúde. Como já disse, o transporte público aqui na Suíça funciona super bem e ainda conta com variedades: trens, ônibus e barcos são opções fáceis aqui em Vevey. Ainda não andei de ônibus porque, dentro da cidade, frequento lugares que são próximos e fica fácil ir caminhando mesmo. Para as cidades vizinhas, já usei tanto o trem quanto o barco e super recomendo! Principalmente em dias bonitos e para quando se está a passeio, optar pelo barco é muito bom!

Vevey é uma cidade pequena e, acredito que por isso, não possui linhas de metrô. Mas aqui tem um outro veículo que ainda não comentei e que acho bem legal: a bicicleta! Pessoal ou alugada, a bicicleta é um meio de transporte muito comum por aqui. E por isso é também cara (se você quiser uma boa bike, claro!). Mesmo as mais simples são carinhas - pelo menos mais caras que no Brasil. Mas o mais interessante de se observar é como os ciclistas são respeitados aqui: há faixas exclusivas e nada de stress por parte dos carros com aqueles que fazem essa opção, seja por esporte, seja por preservação (sim, tem isso também: muitos suíços adotam a bike pelo fato de ela não poluir o meio ambiente). E esse mesmo respeito que se observa com os ciclistas é visto também com os pedestres. Quando você pensa em pisar na faixa, o carro já está reduzindo e parando para você atravessar. Aqueles (poucos) que não param, acenam como se estivessem pedindo desculpas. Uma educação que confesso ainda não estar acostumada. Infelizmente, as faixas de pedestres no Brasil ainda não têm esse poder sobre os motoristas, de um modo geral.


Bem, desde que cheguei aqui, passamos a considerar a possibilidade de adotar a bike como meio de transporte. Afinal, descartamos o carro e estamos vivendo bem sem ele. Então começamos a pesquisar sobre as bikes pensando na quantidade de passeios que poderíamos fazer em cima de duas rodas, principalmente enquanto o tempo ainda está bom.

Em frente à estação, há um posto de locação e fomos ver como funcionava: paga-se uma taxa anual para poder retirar as bikes quando e quantas vezes quiser (com a taxa paga ,você recebe um cartão magnético que permite retirar uma bicicleta). O Brasil começou com esse projeto de locação e eu torço pra que dê certo. Campinas mesmo já estava com 3 ou 4 postos e parece que estava indo bem. Aqui, embora a taxa seja justa, ficamos com medo das bicicletas não serem boas (elas parecem ser antigas, pra não dizer velhinhas) e mudamos o foco para comprar.


Como já disse, bikes aqui não são baratas. Mas achamos um "big deal" e já adquirimos nossa primeira vélo (bicicleta, em francês!). Foi uma semana para conseguirmos montar ( é mais difícil do que se pensa) e agora estamos à procura da segunda. Mesmo porque o verão está acabando e, se demorarmos muito, só vamos conseguir fazer nossos planejados passeios sobre duas rodas no ano que vem.

Mas já posso dizer em algumas situações: eu vou de bike, e você? Além de entrar na onda ecológica europeia (outros países europeus também adotam a bike pelo bem do planeta), aproveito para exercitar as pernocas e, de quebra, perder uns quilinhos! Era tudo o que eu precisava. Mais um hábito geração saúde possível na minha nova vida. Aguardem as novidades de quando começarmos a nos aventurar e... Voilà!

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Na Suíça, Academia rima com burocracia

Desde que comecei o blog, comentei que frequentar a academia aqui na Suíça dava uma bela postagem. Outros temas apareceram e fui deixando o tema gym para depois. Hoje, depois da aula de francês que trouxe o assunto à tona, decidi escrever minhas experiências de ginástica aqui e os costumes típicos suíços nessa situação.

Pra começo de conversa, meu primeiro dia de academia foi traumático. Logo na primeira semana já quis começar, afinal, era um propósito da nova vida: mexer o esqueleto - que de esqueleto não tem nada, já que as gordurinhas o protegem, no meu caso... Então lá fui eu para minha primeira aula - que nem era aula. Uma das burocracias das academias aqui é que você precisa agendar sua primeira ida para que algum professor explique o funcionamento dos aparelhos, mesmo que você queira só usar a esteira, por exemplo. E tem que AGENDAR! Mas até aí tudo bem, acho válidas essas orientações. Liguei e agendei minha primeira "aula". Detalhe: por telefone, conversei com a pessoa em inglês e achava que lá, no horário combinado, também teria alguém que falasse inglês pra me atender. Doce ilusão! A única moça que lá estava só falava francês e já começou me dando uma bronca. Eu não conseguia entender, pedi que ela falasse em inglês, me desculpei por não falar francês, mas... nada adiantou! Depois de muito gesticular, entendi que a bronca era porque eu já estava vestida para a ginástica. Não pode! Você tem que se trocar lá, principalmente o tênis, que traz sujeira da rua. Pronto, tive que comprar um tênis exclusivo para a academia. E a parte da roupa, não me conformo. Entendo que muitas pessoas saem do trabalho e se trocam lá, mas eu estou "por conta do à toa". Saio de casa pra ir pra academia. Acabei usando da malandragem brasileira e troco só a blusa lá - e claro, o tênis, pra não ter problemas com o regulamento, certo?

O restante desse primeiro dia vocês podem imaginar, né? Ela me explicando o uso de cada aparelho e eu não entendendo NADA! Voltei pra casa e dei um piti: "não volto mais nessa academia! Ninguém fala inglês, só francês e eu vou levar um ano pra conseguir entender! Eu tinha que ter uma carteirinha pra ter acesso ao armário do vestiário, mas não tinha nenhuma com meu nome lá! Não sei nem como faz pra participar das aulas específicas!" e por aí vai! Ainda bem que o marido é paciente e, ao longo da semana, estava tudo resolvido: carteirinha, horários e senha online para reservas das aulas, regulamento traduzido. E, no fim de semana, tênis novo e bolsa nova de academia! Só pelos itens novos já estava fácil me convencer a voltar, ou melhor, recomeçar minhas atividades na gym. Então, na semana seguinte, lá fui eu de novo e sobrevivi! E tenho ido pelo menos 3 vezes por semana. Ainda não entendo tudo nas aulas, mas já consigo acompanhar. Tem sido até uma oportunidade de treinar o ouvido e perder o medo de conversar (algumas senhorinhas que fazem aula comigo são super fofas e tento bater papo com elas - erro, mas me comunico).

Depois de um tempo que já estava indo com mais frequência, li no blog "Uma brasileira perdida na Suíça" um episódio vivido por ela, também na academia: a autora do blog conta que "levou uma bronca" por usar regata na sala de musculação. Sim, pasmem com o absurdo! Ela relata de uma forma super divertida e também acha um absurdo essas regras e burocracias em algumas situações aqui. Na academia que ela frequenta, mostrar as axilas é desrespeito! Deve ser porque a galera aqui não depila, certo? Brincadeirinha... Mesmo porque não tenho provas quanto a isso, somente suspeitas. Mas enfim, microshorts são permitidos, mas regatas não! Vai entender, né? Quando li, fiquei me perguntando se estaria eu infringindo a regra daqui sem saber. No dia seguinte, coloquei reparo nas demais mulheres e várias usavam regatas. Menos mal! Na academia que frequento, regatas são permitidas! Ufa!

Deixando as críticas e brincadeiras de lado, vamos falar das coisas boas (sim, elas também existem!). O sistema online de reservas de aula é bem legal e organizado, sendo possível iniciar as reservas com dois dias de antecedência e cancelar até meia hora antes (se alguém não cancela e não comparece, fica um tempo "de castigo" sem conseguir fazer novas reservas). Existem vários tipos de aula, de pilates a zumba, todas bem legais (minhas preferidas são o spinning e a zumba). O vestiário é excelente e tem armários com chave que você usa livremente, desde que portando a carteirinha do fitness. Os aparelhos da sala de musculação são todos high tech e em grande quantidade e variedade. E pra terminar, em que lugar você pega o que quiser consumir no freezer (água e diversos tipos de tônicos) e paga na saída? Aquela velha confiança suíça: ninguém fica fiscalizando o frigo pra ver quem pegou ou deixou de pegar. Fica na consciência de cada um. E todos pagam!

Bem, detalhes pequenos que fazem a gente perceber as diferenças culturais e sociais. Em algumas situações, dá saudade do jeito brasileiro de malhar. Mas em várias outras, tiro o chapéu para o povo suíço. Inclusive e principalmente pelo fato de não ter pessoas exibindo os corpinhos esbeltos. Aqui, malhação é para a saúde, e não pra seguir um padrão de beleza. E voilà!

domingo, 8 de setembro de 2013

Show com chuva em Montreux

Bem, já contei aqui que Freddie Mercury viveu em Montreux e que um dos pontos turísticos da cidade é uma estátua do dono da mais bela voz que já existiu no hard rock (as fotos estão no post "Montreux, minha paixão suíça").

Montreux tem um carinho muito grande pelo cantor e leva a sério homenageá-lo. Dia 5 de setembro seria aniversário de Freddie Mercury. Por isso no sábado, dia 7, um show com uma banda cover do Queen foi organizado às margens do Léman, bem em frente à estátua de Mercury.

Um casal de brasileiros super fofo que mora em Montreux me convidou para ir até a casa deles para, depois, irmos ao show. Como o marido estava em viagem, fui sozinha e tivemos uma noite super agradável: boa conversa com vinho e aperitivos é sempre uma delícia, certo? Meu obrigada ao casal que me recebeu com tanto carinho! (Vou respeitar a privacidade e por isso não citar os nomes, ok?)

O show começava às 21h e seguimos pra lá por volta de 21h20, eu acho. A festa estava bem animada e com muita gente! Vimos até algumas pessoas vestidas de Freddie Mercury. A estátua dele estava cercada de flores e também tinha uma faixa. E a banda era excelente, um dos melhores covers do Queen que já vi. Pena que as fotos não ficam muito boas à noite (na verdade, não consigo fotografar bem à noite), mas minha amiga fez um vídeo que vou aproveitar pra mostrar um pouquinho de como estava.



O grande problema foi que, por volta das 22h, o tempo virou de uma vez. Veio uma ventania com a maior chuva que obrigou a banda parar de tocar para salvar os instrumentos e fez o público correr para se proteger. Foi até divertida a correria, mas lamentamos a interrupção do show, que estava ótimo mesmo. Agora é ficar de olho nas próximas atrações de Montreux, especialmente aquelas que se referem ao Queen, pois deu pra ver que vale a pena. Quem sabe no aniversário de morte de Mercury eles não organizam outro desses? Vou esperar e torcer! Voilà!

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Veneza, aí vamos nós!

Devo confessar: uma das coisas que mais me atraiu para vir morar na Europa foi a possibilidade de viajar. Em 2011, na minha primeira vinda ao continente, conheci 7 países diferentes e não queria parar por aí. Nas férias de 2012 acabamos ficando na América do Sul mesmo, e foi ótimo: fomos para Argentina e Chile e foi uma viagem inesquecível. Mais adiante posso até fazer umas postagens dessas viagens passadas. Mas vamos falar das viagens presentes e futuras. Um dos grandes diferenciais de vir morar na Suíça está na facilidade de conhecer outros países, outras culturas, enfim, fazer algo que A-D-O-R-O: viajar!

Nesse meu primeiro mês, já tive a oportunidade de conhecer cidades lindas da Suíça mesmo. E o legal de morar aqui é que não ficamos só nas cidades turísticas. É possível conhecer lugares jamais imaginados e isso também é fantástico!
 

Mas as cidades turísticas também não precisam (e nem podem!) ser deixadas de lado. Sempre tive o sonho de conhecer a Itália, o que não foi possível fazer em 2011 devido ao nosso roteiro. Mas desde que cheguei aqui não vejo a hora de "dar um pulo" lá. A Itália está logo ali e descobrimos que ir de carro é muito simples. E Veneza sempre foi uma cidade que sonhei visitar. Então dá pra imaginar a alegria que fiquei no dia em que o marido chegou em casa e disse: "Teremos um feriado aqui na Suíça em setembro. Quer ir pra Veneza?" Será que precisava perguntar??? Mas é CLARO que eu quero!

Pesquisa daqui, pesquisa de lá, reservamos o carro, hotel e agora estou aqui, às voltas com o roteiro. Acho que vai ser impossível conhecer tudo o que eu quero em apenas 3 dias, mas tenho certeza de que vai ser uma viagem linda e inesquecível! E os relatos dela virão para o blog, é lógico! Por enquanto, queria só dividir com vocês a alegria de planejar essa minha primeira ida à Itália! E detalhe: Veneza!!! Só tenho a agradecer a Deus por mais essa oportunidade!

Ah! E para aqueles que já se aventuraram por lá, dicas são bem-vindas! Podem colocar nos comentários ou mandar para o e-mail do blog: nandadinizensuisse@gmail.com

Arrivederci e... Voilà!

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Meu vício por seriados se intensifica

Depois se assistir uma temporada inteira de "How I met your mother" em menos de três dias (e só não vi em menos tempo porque as aulas de francês e academia me atrapalharam!), uma questão veio à tona: sim, eu sou viciada em seriados! Definitivamente, os seriados americanos pertencem à lista dos meus passatempos preferidos, ocupando um dos primeiros lugares. Pensando nisso, resolvi fazer uma retrospectiva dos melhores (e piores) seriados que já vi. Fica a dica e a abertura para sugestões.

Eu ainda era adolescente quando me encantei por meu primeiro seriado. Chegava da escola todos os dias e almoçava assistindo... Blossom Russo, alguém se lembra? Passava no SBT e era a história de uma adolescente que vivia com o pai e seus dois irmãos. Bem teenager, mas eu adorava! Afinal, eu era teenager! Lembro-me que meu avô torcia o nariz, mas sempre colocava no canal e me lembrava que ia começar. Ele torcia o nariz, mas adorava assistir junto comigo. Isso alguns anos mais tarde se repetiu com Friends - a melhor de todos os tempos - e demos muitas risadas juntos. Algumas (várias) vezes cheguei em casa e o flagrei assistindo sozinho. Ele dizia: "Tô vendo essa bobagem que você gosta, não tem mais nada de interessante passando..." Mas eu sei que no fundo ele gostava também, só não queria dar o braço a torcer. Ai, que saudade dessa época em que eu entrava em casa e podia vê-lo ali, sentadinho, vendo televisão...

Mas voltando aos seriados e só pra encerrar sobre Blossom, recentemente percebi que conhecia a Amy (Amy Farrah Fowler, de The Big Bang Theory, outra série que a-d-o-r-o) de algum lugar. Veio um "clic" na minha cabeça, pesquisei e estava certa: era ela que interpretava a Blossom. Pena que não encontrei nenhum episódio disponível na internet, só alguns trechos... Se alguém souber, por favor... Seria muito bom recordar!

Pouco mais tarde, eu já estava no 3o colegial, meu avô colocou sky em casa. E instalou bem na semana em que quebrei meu braço. Adivinhem? Foi exatamente nessa época que me viciei em Friends - de novo, a melhor série de todos os tempos, na minha opinião. E com ela vieram algumas outras: O Toque de um Anjo (era um seriado super lindo com ensinamentos de vida, nunca mais vi...), Gilmore Girls, Once and Again (foi uma série curta), Everwood, Smallville, That 70's show (adorava esse seriado que, a propósito, foi o início da carreira do lindo do Ashton Kutcher, hoje estrela na nova fase de Two and a Half Men, outra série LEGENDÁRIA, eu diria). Nunca segui as temporadas de Cold Case nem de CSI, mas adorava assistir, mesmo sem sequência. Adquiri altas paranoias (como medo de vans estacionadas e também das caves suíças) vendo esses episódios soltos, imaginem se assistisse tudo! Charmed e Supernatural também fazem parte dessa lista dos episódios soltos e são séries que, embora não tenha seguido, gostava de ver.

Infelizmente, nunca fui fã dos seriados que se passavam em hospitais e centros médicos. E não foi falta de tentar. ER, Grey's Anatomy (minha mãe ADORA) e House foram alguns que arrisquei. Mas tenho um problema sério com sangue e qualquer sofrimento por doenças: passo mal assistindo. Sério! Quando tentei ver House (e foi quase a first season completa), por várias vezes tivemos que interromper o episódio e esperar que eu me recuperasse. Preferi não insistir.

Outra série que assisti pela metade, mas por ter sido uma completa decepção para mim, foi Lost. Quando anunciaram a 3a temporada com o Rodrigo Santoro, eu quis assistir e comecei pelo começo, claro! Amei as duas primeiras temporadas, tolerei a terceira e abandonei a série no início da quarta. Acho que os produtores se perderam e a história foi ficando enrolada demais, louca demais, enfim, não fui para as temporadas seguintes. E algumas pessoas que foram me disseram que não valeu a pena. Menos mal pra mim, certo?

Não adianta, tenho um fraco por comédias e (sim, admito!) temáticas teenagers. Em 2005, me viciei em The OC. O romance de Ryan e Marissa me tirava o fôlego e até lágrimas. Sim, eu sei, muito teenager, mas gosto tanto que até ganhei o boxe com as 4 temporadas do marido (primeiro presente depois de casados, olha que fofo!). Pena que a saída da atriz que fazia a Marissa miou a série, que terminou com uma 4a temporada bem sem sal.

Bom, depois que me casei, entramos numa fase de economia para organizar o apartamento. E aí fomos fisgados por Prision Break. Estão lembrados que fico paranoica? Pois é, quando estávamos no início da segunda temporada, cheguei a falar um dia quando vi um carro da polícia: "Amor, a polícia!" com aquele tom assustado de "precisamos fugir". Isso sem contar nas noites de sono perdidas, quando deitávamos e depois de quase uma hora um perguntava para o outro: "acordado?" "Sim, não paro de pensar no que o Scoofield vai fazer agora!". Empolgante no início mas, infelizmente, grande decepção no final (para mim!). Poderiam ter terminado a série na 3a, dando um final mais digno de todas as emoções vividas nas duas primeiras, mas... Como não sou a produtora, veio uma quarta e última temporada totalmente dispensável.

Dexter foi nosso outro passatempo preferido e estou agora esperando para ver a 8a temporada. Sei que já está passando, tensa e eletrizante como sempre, mas vou esperar terminar pra ver tudo de uma vez (que é como gosto de ver seriados). Como é a última, espero não me decepcionar.

Na fase Suíça, já vi as três temporadas de Game of Thrones e não vejo a hora de ver a quarta. E essa semana comecei (e já terminei) a primeira temporada de How I met your mother e estou AMANDO. Legendária! Acho que até o fim do mês chego na sexta temporada, que é até onde tenho no Netflix (e não sei se a série vai além disso). Só sei que não quero que o Ted conheça a mother, quero que ele fique com a Robin! Ah, e estou revendo Friends, claro, desde a primeira temporada.

Bem, acho que é isso. Minha retrospectiva de um dos meus vícios fica por aqui e, como já disse, estou aberta a sugestões. Afinal, meu tempo ocioso aqui na Suíça é maior e... "The winter is coming". Voilà!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Minha primeira missa na Suíça

Desde que cheguei, estou procurando uma Igreja Católica para poder participar das missas. Tarefa difícil, considerando a quantidade de Igrejas tomadas pela Reforma Protestante aqui na Suíça. Mas segui procurando e depois de algumas pesquisas na internet, encontramos duas igrejas aqui em Vevey: a de Notre Dame e a de San Juan. Mas ainda faltava descobrir onde ficava, pois achamos os endereços na internet, mas não conhecíamos os lugares.

Finalmente localizamos a Notre Dame enquanto caminhávamos um dia pelas ruas da cidade. Na oportunidade, fotografamos os horários das missas dominicais e descobrimos que uma delas é celebrada em português. Por mais que me digam que, para aprender rápido o francês, eu devo fazer tudo nessa língua, muito me acalentou saber que posso assistir missa na minha língua. E lá fui eu ontem, dia primeiro de setembro, início do mês da Bíblia, para minha primeira missa na Suíça.

Saí de casa mais cedo, pois não sabia ao certo quanto tempo levaria de caminhada até lá. Arrisquei um caminho e tamanha não foi minha surpresa ao levar apenas 15 minutos. Bem, cheguei meia hora antes do horário de início da missa. A Igreja estava completamente vazia e tive a chance de tirar algumas fotos. A Église Notre-Dame data do século XIX e já passou por algumas restaurações. Cabe aqui uma curiosidade: foi uma brasileira, casada com um homem importante da Suíça naquela época, quem incentivou e ajudou financeiramente a construção dessa Igreja que, por sinal, é muito bonita.




Tirei as fotos (não muitas, pois só estava com o celular), rezei um pouco, tentei ler alguns folhetos em francês... Aos poucos, alguns fiéis foram chegando e se espalhando pelos bancos da Igreja. Quando passaram-se alguns minutos das 19 horas, um grupo de pessoas que se acomodou nos primeiros bancos se levantou e, sem nenhum instrumento, começou a cantar. Nossos irmãos de língua lideraram o canto e o restante da assembleia acompanhou; enquanto isso, o padre entrava, seguido de uma adolescente, coroinha ou acólita, não sei ao certo. Ela quem o auxiliou durante a celebração, embora estivesse mascando chiclete, o que me incomodou um pouco.

Minha única alegria foi quando o padre começou a falar e identifiquei que ele era brasileiro. Porque infelizmente, durante os outros momentos da missa, senti muita falta das nossas celebrações católicas brasileiras. Sempre fui muito envolvida com a Igreja, ajudava nos cantos, leituras e senti uma saudade danada desse tempo. O padre é ótimo e celebrou conforme manda o figurino, com uma homilia excelente. Mas tive uma grande dificuldade de acompanhar as orações - embora no mesmo idioma - devido à rapidez com que eles as fazem, o que confesso, também me incomodou. Gosto de rezar com tranquilidade, meditando a oração. Minha tristeza maior veio no momento do "Abraço da paz". Como o marido está em viagem, estava sozinha na missa. Voltei-me para cumprimentar as pessoas e pareci um ET. Ninguém saiu do seu lugar para cumprimentar o outro, nem mesmo o que está mais próximo. Quando me aproximei dos poucos que consegui cumprimentar, o aperto de mão demorou para acontecer, como se aquilo não fosse comum. Senti que as pessoas me olharam com estranheza e acabei voltando para o meu lugar. Nesse momento, percebi como estavam todos espalhados, cada família em seu canto e parecia que ninguém se relacionava. Pode ser um julgamento pré-maturo, ou apenas uma primeira impressão (e até espero que seja!). Mas fiquei com vontade de que fosse diferente. Imaginei que, em uma missa celebrada num determinado idioma (nesse caso, o português), os falantes desse idioma se relacionariam mais, conversariam e trocariam histórias, casos da semana, sei lá... pode ser que tenha tido tudo isso e eu não vi. Mas não percebi um sinal de comunidade, infelizmente. Com exceção do padre que, em sua simpatia, ao final da missa, dirigiu-se ao fundo da Igreja e ali ficou despedindo-se dos fiéis. Troquei com ele algumas palavras e até tive vontade de desabafar o que senti durante aquela missa, mas preferi deixar para uma outra oportunidade, na esperança de ter sido apenas uma primeira impressão.

Para não ser injusta, ao lado do padre, estava um simpático senhor português que foi quem me contou a história da Igreja (que citei lá no início). Disse que há, inclusive, uma homenagem àquela senhora que tanto ajudou para que a Église Notre-Dame fosse construída. Um simpático senhor em 50 (não sei se era só isso, mas eram poucos fiéis).

Depois dessa minha primeira experiência de missa na Suíça, fiz o compromisso comigo mesma de fazer um estudo das outras missas. Um tipo de análise. No próximo domingo, irei à missa em francês e, quem sabe, experimentarei também em outros idiomas. E aí volto para minha segunda impressão da missa em português. Quem sabe tenho uma sensação diferente? Assim espero. Tenho esperança e fé. E podem estar certos de que contarei tudo aqui, tim-tim por tim-tim. Voilà!

Pão-de-queijo português

Já comentei aqui sobre o mercadinho português, certo? Aquele, onde a gente compra feijão enlatado, estão lembrados? Pois é, lá também é possível encontrar uma mistura pronta de pão-de-queijo e já faz algum tempo que estamos querendo experimentar. E essa foi a nossa experiência da última sexta-feira.

Posso dizer que é muito simples e o pão-de-queijo fica até gostosinho. Não, não se compara ao delicioso pão-de-queijo da Dona Célia, mas dá pra quebrar um galho. As instruções de preparo vêm em português, então fica ainda mais fácil: basta acrescentar 2 ovos e 200 ml de água à mistura pronta, misturar bem por mais ou menos 5 minutos e enrolar. Na embalagem, fala que não é preciso untar. Eu, mineira que sou, na hora de enrolar os pãezinhos, untei minhas mãos para facilitar e recomendo para quem for tentar. É sempre bom deixar um pratinho com um pouco de óleo na hora de formar os pãezinhos.






Uma coisa bem interessante é que a embalagem diz render 15 pãezinhos. E não é que é verdade? Exatamente 15 pãezinhos! Tá bom, nessa última foto aparecem 14, mas é que a tentação de experimentar não conseguiu esperar a foto.

Bom, o que posso dizer é que o pão-de-queijo português ficou até gostoso e, para quem está fora do Brasil e com saudades dessa delícia mineira, é uma boa pedida. Ele tem um gostinho de caldo de galinha no fundo, mas isso é fruto da mistura industrializada. É o preço que se paga pela comodidade, certo? 

E por que não fazer o pão-de-queijo mineiro como deve ser? - vocês devem estar se perguntando e me achando uma preguiçosa. A dificuldade de fazer todo o processo aqui está justamente no queijo. Embora a Suíça seja o país dos queijos - e de queijos deliciosos, por sinal - não é possível encontrar um queijo que substitua o nosso queijo-minas meia-cura. Eu, pelo menos, não encontrei. Se alguém encontrar, por favor, me avise. Enquanto isso, fico com o pão-de-queijo português mesmo. E voilà!