quarta-feira, 16 de abril de 2014

Fribourg, Suisse

Uma opção que sempre é possível, seja no verão, seja no inverno, é viajar pela Suíça. As cidades são próximas e sempre tem alguma coisa pra conhecer. Acho até que temos explorado pouco as cidades ao redor e queremos aperfeiçoar isso ao longo do ano de 2014. Mas, em meio ao inverno desse ano, aproveitamos um domingo que não tínhamos nada programado para conhecer a cidade de Fribourg. Sempre via fotos no programa de previsão do tempo e achava a cidade muito bonitinha. E é verdade.

Fizemos esse passeio no dia 9 de fevereiro e ele nos proporcionou vários aprendizados. O primeiro foi sobre a previsão do tempo. Como fomos de última hora, demos uma olhada na previsão do tempo antes de sair de casa pra ver como estaria por lá - mais pra termos uma ideia do que esperar. Apareceu um símbolo que nunca tínhamos visto, mas lá fomos nós assim mesmo. Quando chegamos em Fribourg, descobrimos o que aquele símbolo queria dizer: sol, chuva, neve, vento e muuuuuuito frio! Tudo junto, misturado e ao mesmo tempo! Conclusão: não deu pra fazer muita coisa, pois o clima não deixou. Tiramos algumas fotos da Universidade de Fribourg e do centro da cidade, visitamos uma igreja e o resto do passeio se limitou a voltinhas de carro indicadas pelo GPS. O vento do lado de fora era cortante e ainda trazia a neve pra piorar.




Portal da Igreja de Saint Nicolas de Myre

Conseguimos também algumas fotos legais do alto da cidade, o que fez o passeio valer a pena. E aí vem outro aprendizado: planejamento! Saímos sem nos programar e não sabíamos nem o que conhecer em Fribourg. Acho até que teremos que voltar lá um dia. Pelo menos agora já sabemos interpretar a previsão do tempo...



Almoçamos em um restaurante bem suíço (devido ao atendimento), mas de comida italiana. Um risotto delicioso servido em um gigante queijo Gruyère. Pena que me esqueci de fotografar. Eu queria, na verdade, comida típica suíço-alemã, já que a cidade de Fribourg está em um cantão de cultura dupla: trata-se do cantão Fribourg (o nome é o mesmo), que tem tanto influência francesa quanto alemã. Mas esse restaurante ficou para uma próxima também.

Outra curiosidade: é por causa da cidade de Fribourg, na Suíça, que existe a cidade Nova Friburgo, no Rio de Janeiro. Foram imigrantes suíços que fundaram a cidade brasileira, colocando nela praticamente o mesmo nome para sempre se lembrarem de sua pátria.

Bem, Fribourg foi isso. Aprendizado para planejarmos mais os passeios pela Suíça e decifrar melhor a previsão do tempo. Mas em compensação, tivemos contato com uma paisagem linda das construções que a cidade abriga. No fim das contas, valeu a pena. O próximo post será o último da saga inverno suíço e trará o meu passeio preferido. Não percam! Na sequência, Roma... mia bella Itália! Afinal, é pra lá que eu vou pra passar o feriado de Páscoa! Então, até a próxima e... Voilà!

Paisagem de inverno: árvores secas.

E olha a chuva vindo lá...



terça-feira, 15 de abril de 2014

Tobogganing Park Leysin

Dando continuidade à série "Diversões no inverno suíço" (acabei de batizar! rsrs), vou contar hoje um passeio que fizemos no dia 26 de janeiro, programa perfeito para um domingo gelado! Estou falando do Tobogganing Park Leysin, um parque nevado!

Bem, quando digo que suíços inventam coisas pra passar o tempo no inverno, não estou de brincadeira. Imaginem um parque aquático com aqueles enormes toboáguas. Imaginaram? Agora, em vez de verão, coloquem o inverno. No lugar do sol, algumas nuvens e a neve. E em vez de um escorregador que cai na piscina, escorregadores de gelo onde você vai deslizar dentro de uma boia. Este é o Tobogganing Park, um parque de diversões de inverno. 

Leysin fica a mais ou menos uma hora e meia de carro daqui de Vevey. O lugar também abriga pistas de esqui, mas o forte mesmo é o Tobogganing Park. Por 20 francos, você tem duas horas de diversão em 9 pistas diferentes (quanto maior o número, maior o nível de adrenalina). Ao chegar, cada um recebe uma boia e as instruções para a brincadeira. Daí pra frente, é só alegria! Algumas pistas permitem que você desça em grupo, o que fica ainda mais divertido. Quanto mais boias juntas, maior a velocidade. Quando a descida começa, você pensa: "O que eu vim fazer aqui?" Mas ao terminar, como toda criança que gosta de brincadeira, você quer subir e fazer tudo de novo.

Existem pistas especiais para crianças e também pistas com limite minimo de altura e/ou idade, como todo parque de diversões que se preza. A pista máxima de adrenalina é a conhecida como AirBag. Ela só permite uma pessoa por descida e termina em uma grande cama de ar na qual a pessoa cai depois de uma descida tão inclinada e tão rápida que a descola da boia na maioria dos casos. Paga-se dois francos a mais por essa descida, que só é permitida com o uso de um capacete. Não encarei essa aventura, mas o marido e nossos amigos foram e garantiram que é muito bom. Quem sabe na próxima vez, né?



Pra fechar a programação com chave de ouro, degustar um vinho acompanhado pelo típico fondue suíço no restaurante do lugar é uma pedida certeira. Simplemente maravilhoso! Com amigos especiais, fica mais gostoso ainda...

Esse post não é patrocinado, mas super recomendo uma visita ao Leysing, que agora só será possível no próximo inverno. Mas é um passeio extremamente divertido que vale a pena ser feito. Para quem quiser saber mais e conhecer melhor o parque, segue o site: http://www.leysin.ch/en/tobogganing_park (o site tem diversas fotos, inclusive do famoso AirBag).

No próximo post, mais passatempos especiais de inverno. Voilà!

Caminho para Leysing (foto tirada da janela do carro).


quinta-feira, 10 de abril de 2014

Inverno suíço 2014 - Ski

Quem foi que disse que não dá pra ser feliz no inverno? Eu mesma tinha o pensamento de que o inverno seria uma estação triste e dura vivendo em um país como a Suíça. Mas foi aí que me enganei. Justamente por ser a Suíça (creio eu!) é que o inverno foi uma delícia! Claro, dias feios e ruins existiram... aqueles dias em que você não tem um pingo de vontade de deixar o edredon e muito menos a sua casa... Mas isso se fazia necessário. No auge do inverno, quando voltei do Brasil, fiz um curso intensivo de francês que me tirava da cama todas as manhãs, fizesse chuva, fizesse sol, fizesse neve! Faz parte da vida de todos por aqui enfrentar o inverno. Porém, com as roupas adequadas, você suporta o curto tempo de trajeto ao ar livre e encara as temperaturas negativas com mais naturalidade.

Como eu disse, achava que seria um caminho tortuoso. As montanhas geladas, as pancadas de chuva seguidas de alguns flocos de neve... Mas a Suíça facilita as coisas para os seus moradores. Já que eles têm que conviver com o frio, criam possibilidades de diversão durante a temporada de neve. São muitas as atividades possíveis de se fazer no inverno, e eu começo hoje com uma série de postagens dos passeios que fizemos nos finais de semana dessa estação.

Esquiar foi a primeira programação e aquela que mais durou durante a temporada. Pelo menos uma vez por semana subíamos a montanha para esquiar. Se estou esquiando bem? Ainda não! Mas já estou bem melhor que aquela primeira vez em que enfrentamos uma estação de esqui no Chile, em 2012. O marido é que ficou craque no negócio. Mas devo admitir que ele se dedicou muito mais que eu a esse esporte. Como defesa, tenho uma inflamação no pé esquerdo que atrapalha um pouco e não me permite ficar mais do que uma hora com a bota de esqui, que não é das mais confortáveis. Então intercalava entre descidas e pausas para recuperar o fôlego do pé!

Mas vamos aos detalhes: a Suíça tem estações de esqui pra todo lado, mas estamos em uma região privilegiada. Seguimos o conselho de amigos e alugamos o equipamento para toda a temporada. Provavelmente, para o próximo inverno, vai compensar até comprar. Mas por enquanto estávamos vendo se nos adaptaríamos à atividade de esquiar. São várias as lojas que oferecem equipamento para locação e as próprias estações de esqui têm um espaço para tal. Alugamos aqui em Vevey mesmo e só teremos que devolver no final desse mês de abril, quando a temporada de esqui oficialmente se dá por encerrada.Os preços de locação variam, então é importante pesquisar antes de fechar negócio.

Ainda seguindo os conselhos de amigos, nossa primeira estação foi em Villars, a mais ou menos 2 horas daqui de Vevey. Existe uma estação mais próxima, Pléiades. Mas fomos um dia, não gostamos muito e acabamos passando a temporada em Villaras mesmo. Ouvimos falar de outras próximas, como Les Mosses e Leysin, mas como somos iniciantes, achamos melhor manter as pistas que conhecemos e praticar um pouco mais. Embora a viagem seja um pouco maior, a segurança e a beleza de Villars compensa muito!

Existem várias maneiras de chegar a Villars, mas só é possível subir para a estação através de um trem que percorre a montanha já coberta pela neve. Até este ponto, é possível ir de carro, ônibus ou trem. Acreditem se quiserem, mas usamos as três maneiras. De carro, o trajeto é mais curto e muito mais rápido, mas dependendo do horário de volta, pega-se muito trânsito. O mesmo vale para o ônibus, que na verdade é um trajeto que combina trem e ônibus: pega-se um trem de Vevey até Aigle; em Aigle, pega-se o ônibus que vai até Villars-sur-Ollon, onde compra-se os tickets do trenzinho que sobre para a estação de esqui. A diferença de ir de trem é que, em vez de descer na estação de Aigle, segue-se no trem até Bex e, na estação de Bex, toma-se um outro trem que vai até Villars-sur-Ollon. É um trajeto mais lento, mas muito mais bonito! Fica a critério de cada um. Como tivemos tempo e muitos finais de semana de esqui, experimentamos as três opções.

Na estação de esqui, se você é iniciante, é importante pegar algumas aulas no início. Custa 80 francos a hora/aula para o casal e os professores dão todas as dicas necessárias para você se iniciar no esporte. Melhor ainda, eles acompanham os alunos nas primeiras pistas. Fizemos uma aula inicial e, depois de algum tempo praticando (lê-se depois de alguns dias), pegamos mais uma aula para novas dicas e orientações. Meu professor particular foi o marido, na verdade, já que ele pegou o jeito muito mais rápido e com muito mais facilidade.

Mas vamos deixar de blá blá blá e ver algumas fotos da estação de esqui. Não vou expor nossas performances por enquanto... Mas devo comentar que muitas crianças de 5 anos esquiam muito melhor que eu. Na verdade, é algo a se destacar por aqui: o esqui é uma atividade praticada em família. As estações ficam cheias e não é surpresa você se deparar com um toquinho de gente se deslizando  com a maior facilidade montanha abaixo. Coisa linda de se ver!




As fotos do trajeto também são um espetáculo à parte. Ir para a estação de esqui implica em carregar a câmera ou o celular, pois a paisagem é realmente imperdível.


Confesso que, nos últimos dias, fiquei desanimada para enfrentar as montanhas geladas. Isso se deve ao fato de que meus estudos se intensificaram e as provas e trabalhos na faculdade começaram, o que me obrigou a ficar estudando nos finais de semana. Acho que a temporada de esqui 2014 logo será encerrada, pois o sol já está mais frequente e começou a derreter a neve acumulada. Mas é certo que, se ainda estivermos por aqui no próximo inverno, continuaremos com esse esporte radical que surpreendentemente nos cativou. E esquiar é só uma das atividades possíveis de se fazer no inverno suíço... aguardem as próximas! Voilà!

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Marché de Noël de Montreux

O mês de abril promete, então comecemos logo com as postagens. Pra terminar 2013 (finalmente), um post mais fotográfico que escrito. Os Marchés de Noël (em português, Mercados de Natal) são muito famosos na Suíça. E um dos mais famosos fica aqui ao lado, na minha paixão suíça: Montreux!

Os mercados de Natal começam em novembro e se estendem até depois do Natal. Claro que, tendo um aqui tão pertinho, fomos lá para conferir. E é realmente encantador! Natal de filme sempre foi muito distante da minha realidade tropical brasileira. Afinal, os filmes natalinos sempre retratam neve, frio... Não passei o Natal na Suíça, mas a preparação foi por aqui e minha sensação foi a de estar em um filme, daqueles que via na infância.

Mas o que se encontra num Marché de Noël? Simplesmente de tudo! O forte são as barracas de artesanato, mas o Marché é uma verdadeira festa: música, comidas típicas, bebidas... As pessoas vão para passear mesmo. E a diversão é garantida na espera do Natal. O site da região do Léman explica um pouquinho do que se pode encontrar em um Marché de Noël, mais especificamente no de Montreux. Segue o link, para quem quiser saber mais: http://www.lake-geneva-region.ch/pt/FetesFestivals/topevents/MontreuxNoel.

Vamos então a algumas fotos do passeio que fizemos no Marché de Noël no dia 14 de dezembro. Lindo e inesquecível! A cidade fica toda iluminada e exibe uma decoração mais deslumbrante que a outra. O Cassino é um show à parte!




Além de todo o encantamento que o Marché de Noël proporciona, é uma excelente oportunidade de comer pratos típicos suíços. Acompanhados de um vinho quente pra aquecer o corpo e a alma, né? Porque o frio corta no mês de dezembro! E o inverno estava só se aproximando...





Dentro do Marché, tem até uma casinha onde as pessoas deixam cartinha para o Papai Noel. São pedidos dos mais diversos, até em tons de oração... Acredito que o verdadeiro dono da festa de Natal é Jesus, mas achei a ideia interessante. Afinal, podemos pedir paz e amor ao bom velhinho também, não é mesmo?




Não tem como não se encantar pelo Marché de Noël. Enquanto estiver por aqui nessa época do ano, darei a minha passadinha por esse pedacinho da fantasia natalina. E recomendo muito para quem visitar a Suíça durante essa temporada também. Os Marchés costumam ficar até o começo de janeiro, a depender do calendário de cada cidade que tem um desses. Vale pesquisar se você está próximo de um e até quando ele ficará disponível. Os itens de decoração não costumam ser baratos, mas encantam os olhos. Enfim, é uma atração suíça que vale muito a pena conhecer.

Nos próximos posts, outras atrações suíças especificamente de inverno. Começarei com as postagens de 2014 e já adianto que serão imperdíveis! Então, até a próxima e... voilà!

domingo, 30 de março de 2014

Lyon, França - último dia*

O último dia em Lyon foi bem tranquilo. Fomos ao INSA, local que o marido estudou e morou 10 anos atrás. Momento nostalgia: fotos, lembranças, histórias... Tudo está muito transformado, de acordo com ele. Lembramos as cartas que trocamos, uma que ficou perdida sabe Deus onde... enfim, foi uma manhã especial.



De lá, caminhamos até o Parc de la Tête d'Or (traduzindo, parque da Cabeça de Ouro). Trata-se do maior parque urbano da França: oferece 117 hectares de uma área natural bem no centro da cidade (dados do nosso amigo Wiki). Como era inverno, não foi possível apreciar tanto a beleza natural: não havia flores e as árvores estavam mais secas. Mas o parque é, sem dúvidas, um lugar bonito e agradável para se passear. Há ainda uma área zoo, com girafas, zebras, flamingos e outros animais exóticos dignos de fotografar.





O nosso trem de volta era no final da tarde, mas não queríamos correr o risco de nos atrasar. Então demos a saída do hotel na hora do almoço e seguimos para o shopping da Part-Dieu para almoçar. Aproveitamos o tempo para algumas comprinhas, claro, e esperamos o horário do trem. Aqui, um parêntese para o meio de transporte de Lyon: simplesmente invejável! Os trens urbanos, conhecidos como tramways, são impecáveis. Limpos, rápidos e pontuais, eles circulam nos pontos principais da cidade. Os ônibus também seguem o mesmo padrão. E, de acordo com o marido, isso já era assim 10 anos atrás! 5 estrelas para o transporte público de Lyon.


A viagem de volta não poderia ser mais agradável. Conseguimos transformar a segunda classe do trem em primeira. Como? Com um pouquinho de criatividade e disposição, tudo fica mais fácil. Em nossas comprinhas da tarde, passamos no Carrefour e compramos algumas garrafinhas de vinho (os vinhos franceses são bons e, por incrível que pareça, não são caros). Ao procurarmos algumas tacinhas descartáveis, nos deparamos com uma promoção de taças de vidro e pensamos: Pourquoi pas? Pra completar, alguns queijinhos e, voilà! Tínhamos nosso lanche de volta garantido! Para surpreender mais ainda nossos vizinhos de poltrona, colocamos um showzinho básico pra tocar no Ipad e tínhamos nossa primeira classe! #ficaadica


Bem, finalmente encerro as postagens sobre Lyon. Próximo post, algumas curiosidades natalinas da Suíça pra terminar 2013 (ufa!) e, em seguida, nossos passeios de 2014 pelo inverno suíço que, graças a Deus, começa a se despedir! Até a próxima e... voilà!

*Viagem realizada entre os dias 6 e 8 de dezembro de 2013.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Lyon, França

Bem, depois de um mês, vamos lá prosseguir com o passeio em Lyon. Afinal, não vejo a hora de postar sobre 2014 e minhas aventuras de inverno suíço. Mas vamos por partes.

O sábado foi reservado para conhecer a cidade. Refizemos todo o trajeto da sexta-feira à noite, mas agora à luz do dia para visitar os pontos turísticos, pois embora Lyon não seja uma cidade tão conhecida e popular para turismo, existem muitos lugares atrativos e turísticos sim, ainda mais em plena Fêtes des Lumières.

Começamos pela Place Bellecour, que tem a estátua do Luís XIV em seu cavalinho. A praça é, além de tudo, uma das maiores praças pedestres da Europa (de acordo com nosso amigo wiki). Seguimos para a Velha Lyon (Vieux Lyon), passando pelos rios Ródano e Saône. Na Velha Lyon, os principais atrativos são os traboules, passagens no interior dos prédios que permitem passar de uma rua a outra. Grandes aliados nos períodos de guerra. Nas imediações, há várias lojinhas para compras de souvenirs. O bairro é também indicado para se conhecer a culinária local. Há vários restaurantes por ali, mas infelizmente, não tivemos a chance de conhecer nenhum. Estavam todos lotados e alguns já com aviso na porta que não havia mais atendimento para aquele dia. Ou seja, ficamos sem almoço. Por isso citei no post anterior sobre visitar Lyon durante a Fêtes des Lumières. Algumas coisas são praticamente impossíveis, como conseguir vaga em restaurantes da Velha Lyon.







Ainda em Vieux Lyon, visitamos a Catedral de São João Batista, uma construção linda que data do século XIII. Vale muito a pena entrar, conhecer, rezar um pouco. Dali, caminhamos (e muito!) para o teatro romano (Theatres Romains de Fourvière). A caminhada cansa, mas a visita é simplesmente impagável! Além de entrada gratuita, você se depara com uma paisagem maravilhosa: além da vista da cidade, a construção toda em pedras é deslumbrante! E em pleno estado de conservação! Cenário maravilhoso para fotos, claro!






Continuando a peregrinação, chegamos à Basílica Notre Dame de Fourvière. Não consigo descrever a maravilha dessa igreja. Fiquei admirada com tamanha beleza. E mais ainda, emocionada com a devoção dos visitantes. Afinal, era a festa da Imaculada Conceição. A Igreja estava linda e repleta de fiéis devotos de Nossa Senhora. Difícil conter a emoção! Pra completar, ela fica situada no alto de uma colina e oferece uma das mais belas vistas de Lyon.





A fome estava apertando, afinal, estávamos sem almoço, já que nenhum restaurante havia nos aceitado. Fomos então para a estação Part-Dieu, que abriga o shopping da cidade. Apelamos para uma bela pizza e, claro, um bom vinho. Como já mencionei, não tivemos uma noite feliz na FL. Tudo muito cheio e tumultuado, o que nos fez desistir de presenciar as outras apresentações que havíamos selecionado. Sem contar o frio que fazia, né? Optamos então por voltar ao hotel e lá, no aconchego do aquecimento, tomarmos um vinho e repormos as energias para o dia seguinte, que conto no próximo post. Voilà!

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Lyon - Fêtes des Lumières

Nossa! Mais de dois meses sem postar! O final do ano foi tumultuado de viagens e nem deu tempo de deixar Lyon aqui... E no Brasil, junto com a família, impossível pensar no blog, né? Voltei há mais ou menos um mês e um curso de férias da universidade me tomou os dias (e noites!) de tanto estudar. Mas agora estou de volta e vamos lá colocar a vida em dia, começando por Lyon, na França - viagem realizada entre os dias 6 e 8 de dezembro de 2013.

Bem, primeiramente, por que Lyon? Lyon foi a cidade que há pouco mais de 10 anos fez com que meu marido e eu (na época um casalzinho de namorados na universidade) nos separássemos. Namorávamos há 8 meses e ele veio para a França fazer um intercâmbio e o namoro deu um tempo. Mas como diz o ditado que "o que é da onça o lobo não come", cá estamos nós, 10 anos depois, casados e felizes, obrigada! Quando viemos para essa região da Suíça, vimos que Lyon ficava há apenas 3 horas daqui. E o marido conhecia a Fêtes des Lumières (em português, Festa das Luzes), uma festa muito tradicional na cidade que acontece no dia 8 de dezembro. Pronto, viagem para Lyon marcada com uns três meses de antecedência para estarmos lá na tão famosa festa. E a festa é tão famosa que 3 meses antes os hotéis da cidade já estavam praticamente esgotados. Conseguimos uma última opção e fomos felizes, graças a Deus! Mas falo do hotel depois. Vamos à viagem!

Fizemos o trajeto de trem, o que super recomendo. São três horas de uma viagem linda e agradável. Como vocês vão ver, Lyon é uma cidade muito charmosa que, mesmo não estando em roteiros turísticos, vale a pena sim conhecer. Mas embora a Fêtes des Lumières seja linda, não recomendo visitar a cidade nessa época. Tudo fica muito cheio e até os restaurantes são de difícil acesso (vou detalhar isso no próximo post).

Chegamos à Lyon na sexta-feira por volta de 17h30. Embora ainda fosse outono, o frio já era de inverno. Tinha chovido à tarde e ventava bastante. Levamos nossas malas para o hotel e pegamos as informações necessárias para nossa primeira noite na FL. Antigamente, a festa acontecia apenas no dia 8 de dezembro. A data é em homenagem ao dia da Imaculada Conceição, mas de uns anos pra cá, a festa não é mais estritamente religiosa. Como Lyon é uma cidade com história no cinema, a festa dura agora média de 4 dias e traz apresentações de vídeos em diversos locais da cidade. As apresentações começavam às 18h30 e terminavam à 1h da manhã.

As projeções acontecem ao ar livre e são encantadoras. Mas é impossível ver todas em um único dia - para nós, pelo menos, foi. Então assistimos algumas na sexta-feira e deixamos outras para o sábado, o que também não foi possível. A cidade fica tão lotada que não conseguimos chegar às apresentações que selecionamos para o sábado. Acredito que no domingo e na segunda, último dia da festa, as apresentações deviam estar menos tumultuadas. Mas não tínhamos disponibilidade de esperar e ficamos apenas com as apresentações da sexta-feira. Aproveitamos bastante a cidade de Lyon, mas a Fêtes des Lumières mesmo, que tanto queríamos ver, vimos apenas na sexta. É por isso que digo que, para conhecer Lyon, é melhor ir em outra época. Caso alguém queira muito presenciar a Fêtes de Lumières, reserve todos os dias da festa, e não apenas os dois do fim de semana, como fizemos. Um dia antes da festa começar, há os testes das apresentações, e quem mora na cidade aproveita para ver. O último dia também, por não ser no final de semana, deve ser mais tranquilo. #ficaadica




Mesmo com todo o tumulto e tudo estando sempre cheio, o que vimos valeu a pena. Apesar do frio ser cortante, nada que um vinho quente não ajude a superar para presenciar as apresentações, que são extremamente criativas. Nossa preferida foi um pequeno vídeo chamado Le prince des lumières, na Place des Terreaux (fotos acima). Gostamos tanto que assistimos umas três vezes e tentamos ver de novo no sábado, o que infelizmente não deu. Seguem mais algumas fotos das apresentações que conseguimos ver (e fotografar) e vou encerrar o post por aqui. No próximo, as atrações turísticas de Lyon e o que mais me encantou nessa cidade que tem história na nossa vida.





Desejo a todos os leitores e seguidores do blog um Feliz 2014 bem atrasadinho! Que eu possa partilhar muitas viagens e aventuras com vocês por aqui. Ainda tem mais sobre Lyon pra fechar os passeios de 2013 e logo logo trago o que já andei fazendo em 2014. Até a próxima e... voilà!